Dopamina - o "detector de novidades" do cérebro


Quando nos confrontados com o desconhecido, nosso cérebro se empenha para que lembremos não apenas da novidade, mas também das circunstâncias que envolvem o fato - o que nos ajuda a aprender de forma mais prazerosa e eficiente. Todo o elemento que venha a 'supreender' nosso cérebro, já é motivo para deixá-lo em situação de alerta para assimilar novas informações de maneira mais rápida e eficiente.

Fatos novos em um ambiente conhecido, geralmente ficam mais evidentes e passam a fazer nosso cérebro liberar a dopamina, que gera a excitação.

Em conjunto com o Hipocampo, algumas regiões do mesencéfalo (SN - substância negra e área tegmental ventral ATV) enviam fibras neurais de volta ao hipocampo fazendo com que a dopamina seja liberada várias vezes. Essa realimentação é a base para relembrarmos melhor dos fatos ocorridos em um contexto de novidades. Com sua aplicação em ratos, se descobriu que a liberação de dopamina no hipocampo facilita sua potencialização de longa duração, ou seja, uma longa duração entre as células neurais. Com isso o contato entre as células se fortalecem, possibilitando a gravação do conteúdo da memória por longo prazo.



Em experiências realizadas com 85 participantes, se constatou que com o avanço da idade a comunicação entre o hipocampo e a substância negra e ATV ficavam mais lentas. Em pacientes com Alzheimer e Parkinson o índice de transferência e magnetização é muito reduzido nas áreas da substância negra principalmente. Assim, problemas de memória relacionados à idade podem realmente ser atribuidos à degenaração dessas estruturas.
Pesquisas mostram que, o hábito de "exercitar o cérebro" por meio de atividades intelectuais como palavras cruzadas, leituras e aprendizados de forma geral pode favorecer as habilidades cognitivas e a memória.

MEMÓRIA EM ALERTA

Algumas fotos foram mostradas a um grupo de pessoas, sendo o primeiro grupo de fotos inéditas e o segundo grupo foi de imagens já conhecidas de todos. Notou-se que o primeiro grupo de fotos foi o que mais foi lembrado e, consequentemente, o que mais reteve a atenção dos participantes. Algumas regiões do cérebro, como se notando essa novidade acabaram entrando em "estado de alerta". Nessa pesquisa, quanto mais conhecidas eram as imagens mostradas, menos os neurônios se agitavam no mesencéfalo, assim como no hipocampo. A duração do "estado de alerta" em ratos se deu ao longo de 30 minutos após seu estímulo neural.

MEMÓRIA E PRAZER

A visualização de novas fotografias também pode estimular o aprendizado e a memória, além de tornar mais agradável e eficiente o desafio de aprender. O uso dos educadores de conteúdos-surpresa é uma elemento muito interessante para efetivar um melhor aprendizado de sua classe. Então vai uma dica de ao invés de rever o conteúdo da última aula os educadores passem a lançar novos temas para incitar o "estado de alerta" do cérebro dos alunos. Isso aguçará o cérebro dos alunos a prestarem atenção de forma mais eficiente na matéria.


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